PAULO FONTENELLE DE ARAUJO

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A PRIMAVERA DAS FADAS

Enfim retornou a primavera no jardim das fadas
Antes a primavera existia,
mas há muitos anos
que somente se via fotos de alfazemas
e abelhas que não conheciam pétalas.
Sim, regressou a primavera
no jardim das fadas.
Tanto tempo atrás germinou a última
que os caules de velhas begônias
já eram parafusos
e o jardim parecia outra mecânica,
a virar uma fábrica de pregos pintados.

As fadas estranharam o sumiço,
construíram uma altíssima torre
porque imaginaram,
a primavera estaria sobre as nuvens
e quando não a viram ali
questionaram as formigas,
por acreditarem,
a estação das flores
seria um formigamento profundo.

Chegou novamente a primavera no jardim das fadas.
Algumas crianças perceberam
e desenharam melancias
ao lado de aviões azuis,
um sol laranja sorriu
e brilhou na cartolina intacta
porque a cartolina era a antemanhã.

Enfim ressurgiu a primavera do jardim das fadas
e as fadas mais idosas
que lamentaram verões gastos
no suco da uva artificial,
convidarão para a festa
todos os namorados,
porque afinal o amor
é a ideia relacionada,
o adubo da flor dos cativos.

É primavera do jardim das fadas
e não fossem as farsantes
que quiseram vender outonos
e seus plásticos,
tudo estaria bem.

Mas não nos incomodemos,
agora somos anjos
e não bastardos de asas,
viveremos a primavera
e teremos a surpresa:
as flores cobrirão a tristeza
com o bom senso do perdão.
Estaremos livres,
longe do mau cheiro dos vícios,
além da senilidade da culpa
e também floresceremos.


Do livro: "CRIANÇA, SUBSTANTIVO SOBRECOMUM"
phcfontenelle@gmail.com

 
 

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