ALEXANDRE BRUSSOLO

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No corredor da morte (T1586)


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Seu último desejo, pura e simplesmente, foi poder contemplar um dia de chuva.
Sempre fora obcecado por este fenômeno quase sempre temido pela humanidade, guardando as devidas proporções.
Sabia de sua inocência, mas não conseguira provar, todas as evidências levaram a ele, isso era irônico, ele e Deus saberem que era inocente, mas a justiça do homem se equivocara de tal maneira que agora iria pagar por um crime que não cometera.
Ele a amava demais, jamais tentaria contra a vida dela, uma pessoa admirável, lembrava de cada detalhe facial, do sorriso espontâneo, jamais faria mal àquela mulher que conquistara seu coração por completo.
Mas fora incapaz de provar a inocência, mas diante dos fatos não fez questão de insistir, sabia que o que mais queria era se encontrar com ela onde quer que ela estivesse, aceitar aquilo que Deus colocara em seu caminho.
Não fazia parte de seu ser tentar encontrar o assassino e se vingar, a tristeza e a saudade que o invadiram só pediam para que pudesse encontrá-la novamente. Quando escutou a sentença, parecia que um alívio o tomara, não se manifestou, ficou calado, aceitou tudo, mesmo que soubesse ser inocente, eles duvidaram de seu amor tão puro, preferiram aceitá-lo como solução de um crime a ir atrás do verdadeiro criminoso, tudo para dar ao povo um final.
Abriram a cela, o dia de satisfazer seu desejo, chovia lá fora, uma chuva fina, tranquila, ele podia admirar de uma sala com uma janela, sentou-se numa cadeira e começou a olhar, via a garoa que caía do céu, uma água limpa, que agora purificava sua alma, eram como lágrimas de uma saudade, lágrimas de um reencontro próximo de duas almas que haviam sido separadas por uma fatalidade.
Em seu íntimo perdoava o assassino, sua raiva se abrandava à medida que a chuva ia caindo, à medida que o tempo ia passando e a hora de sua partida terrena ia chegando, à medida que o encontro com sua amada em outro mundo se aproximava.
A chuva também representava suas lágrimas que já não corriam pelo seu rosto. A chuva naquele momento era ele, límpido do pecado, puro de alma, seu contato com a esfera de Deus, em uma confissão silenciosa de paz e amor, de seu verdadeiro desejo naquele momento, de ser recebido por ela após seu último suspiro.

Alexandre Brussolo (17/07/2012)

 
   
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