MARIA HILDA DE J. ALÃO

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A BRINCADEIRA DAS LETRINHAS (história)

A aula havia terminado. Em algazarra, as crianças foram saindo da sala. A professora guardou, cuidadosamente, os livros no armário de aço, trancou a porta e se retirou fechando a sala de aula.
Chegou a noite. Dentro do armário de aço livros, cadernos e lápis dormiam. De repente um barulho. O livro de Gramática despertou. Ele era muito tagarela. Também, com aquela porção de letras só podia ser tagarela.
- Pessoal! É hora de acordar! – gritou ele.
As letras despertaram esfregando os olhos cheios de sono:
- O que aconteceu? – perguntou a letrinha A bocejando:
- Não aconteceu. Vai acontecer. – disse o livro sacudindo todas as páginas:
- Ai! Para de se chacoalhar senão eu caio da página. – reclamou irritada a letrinha Z a última do alfabeto da Língua Portuguesa:
- Desculpe! Não fiz por mal. Foi só para acordar todo mundo. – disse o livro rindo baixinho:
- Afinal, qual o motivo dessa bagunça toda? – perguntou, com sua voz de trovão, a letrinha X.
- Não é bagunça. É que eu pensei em fazer uma surpresa para as crianças amanhã. Pensei numa brincadeira que vai fazer a turma quebrar a cabeça só pensando:
- E que brincadeira é essa? – quis saber a letrinha C.
- Eu pensei assim: e se algumas letrinhas se embaralhassem, outras se duplicassem para formar uma palavra! As crianças terão de organizar as letras para saberem qual é a palavra. Não é uma ideia legal? – terminou todo eufórico o livro:
- Taí! Gostei da ideia. – afirmou a letrinha Q balançando o rabinho:
- E qual é a palavra? – perguntou a letrinha K.
- A palavra eu já escolhi, e afirmo que não é das mais fáceis. Vou começar chamando a letrinha D, e a seguir, as outras que formam a palavra escolhida:
- D se apresentando, comandante. – disse, fazendo continência, a letra D.
- Como faremos quando surgir a mesma letra duas vezes? – perguntou a letrinha D.
- Bem! Aí nós pediremos ajuda ao nosso amigo lápis. – respondeu o livro.
O lápis, que até o momento não dissera nada, ficou todo assanhado. Ele ia participar da brincadeira. Ele ia duplicar as letras da palavra difícil que o livro inventara. E o livro continuou a chamar as letras que, depois de todas arrumadinhas, resultou na palavra abaixo.

DORAPAPEPILELE

- Ih! Será que as crianças vão acertar? É uma confusão... Eu não sei o que está escrito aí. – disse, fazendo careta, a letrinha B.
- Eu sei. É tão fácil! Vocês é que não prestam atenção. – contestou a letrinha V.
- Eu protesto! Onde já se viu escrever palavras misturando as letras. Já pensou se os livros fossem escritos dessa forma? Coitadas das crianças. Isso não se faz: – protestou a letrinha U.
- Chega de conversa. Já fizemos a nossa parte, agora vamos dormir. Amanhã nós saberemos se as crianças são espertas ou não. – falou a letrinha T.
E o livro de gramática, agradecendo, fechou as páginas para que as letrinhas dormissem porque, pela manhã, elas teriam muito que fazer:
- Vovó, eu já sei qual é a palavra...
- Guarde para você. Não vá estragar a brincadeira do livro de gramática.

15/05/08

(Maria Hilda de J. Alão)

(Histórias que contava para o meu neto).

 
   
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