TÂNIA DU BOIS

212 -
Total Visualizações: 18815
Texto mais lido:
A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM - Total: 420
Educares são nossos pontos, nossa pontuação! Educares: 318
10 Autores mais recentes...
VALERIA BRITO BULHOES ROCHA
SUELEN LUIZ DE OLIVEIRA
EDENICE SANTOS DA SILVA
LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
DIONILDO DANTAS
VALMIR APARECIDO SAMBO
WALLACE MARINS
DEIVID
IVONE DETTMANN GONCALVES
HERBERTEEN SANTOS
10 Autores mais lidos...
613 SEDNAN MOURA
SEDNAN MOURA
Total: 3636567
657 ELIO MOREIRA
ELIO MOREIRA
Total: 471588
190 DIRCEU DETROZ
DIRCEU DETROZ
Total: 470789
285 ALEXANDRE BRUSSOLO
ALEXANDRE BRUSSOLO
Total: 458747
622 EVANDRO JORGE DO ESPIRITO SANTO
EVANDRO JORGE DO ESPIRITO SANTO
Total: 234753
1121 THALYA SANTOS
THALYA SANTOS
Total: 145642
272 PEDRO VONO
PEDRO VONO
Total: 129062
218 ZILDO GALLO
ZILDO GALLO
Total: 68200
496 ALBERTO DOS ANJOS COSTA
ALBERTO DOS ANJOS COSTA
Total: 59435
189 LADISLAU FLORIANO
LADISLAU FLORIANO
Total: 57973
Sala de Leitura
Busca Geral:
Nome/login (Autor)
Título
Texto TituloTexto



Total de visualização: 133
Textos & Poesias
Imprimir

Total Votos: 0
DICA: Utilize o botão COMPARTILHAR (do facebook em azul) ou o LINK CURTO que disponibilizamos logo abaixo desse botão para compartilhar seu TALENTO nas Redes Sociais, compartilhando com mais fãs e leitores de toda parte do Mundo Virtual. Esse recurso foi desenvolvido para ajudar na divulgação de seus textos. USE SEMPRE QUE DESEJAR!
  Anote esse link curto de seu texto e divulgue nas redes sociais.

CARLOS PESSOA ROSA, em palavras


*** Faça o seu Login e envie esse texto por email ***

De fato, as palavras se apresentam mais íntimas do que parecem, quando as leio. Fernando Pessoa disse: “De nada serve o simples ritmo das palavras se não contém ideias”.
Acredito que ler Carlos Pessoa Rosa é sair da rotina; como olhar o mar e o amor dentro dos seus significados. Ele, com a sua poesia, revela palavras com estímulo e força, que resistem à linha do tempo e às privações pelas quais a literatura passa, como em, “Composição // na vergadura do poema / o lastro // na textura do lastro / o poema // no poema vergadura e textura / se alastram”.
Tantas são as palavras de acúmulo de sentimentos que dão razão ao autor para, livremente e sem medo, transformá-las em asas: “o prático / vê no voo da borboleta / uma borboleta em voo // o filósofo / vê no voo da borboleta / a razão do Ser // o cientista / vê no voo da borboleta / as matizes matemáticas do voo // o poeta / vê no voo da borboleta / a possibilidade de dar asas ao poema”.
Palavras são símbolos que traçam a face oculta de quem escreve; nela, o escritor Pessoa Rosa convive em harmonia e tem a capacidade de valorizá-la no senti-la e, talvez, na ilusão de não resistir; sua criação cede aos impulsos, satisfazendo a inquietação, como em “grito”, “caminho nos campos de Van Gogh / assento-me nos sonhos de Kurosawa / aceito as incertezas, dúvidas e medos / grito ao mundo a arte do poema / e o retorno é um sussurro da morte”.
Então, percebo que na sua prosa e poesia há palavras de vários significados, tratadas pelo escritor de forma diferente, peculiar, em guardar a legitimidade, que confere a mais emocionante conquista da inspiração, em ideias carregadas de vida, com talento especial para segurar o leitor, “palavras / sobrevivem em bando / trilham / caminhos de terra estranha / e vermelha / à procura da fonte criadora //: encontram / poemas secos & poetas inférteis / porque assim são os dias”.
Digo que a escrita de Carlos Pessoa são palavras que nascem à sombra das árvores e, sem ressecar, quando “maduras” absorvem seus ritmos. Ganham voz ao determinar sua característica no representar mudanças e transformações como as que sonho ao lê-las com luzes que nelas encontro, sendo a principal preocupação do autor atingir os sentimentos e a reflexão do leitor, “farfalham / palavras nos varais / experimento / um frescor frio nos lábios / o vento agita poemas em meus dentes”.
Suas palavras dão volta ao mundo da literatura; revelam a mão do escritor e o movimento das palavras com cores e detalhes, dando significado à poesia, “vergado o poema / restam palavras caídas / na calçada // vergado o poema / resta sua sombra / na calçada / sem vento / o silêncio devolve ao poeta o deserto / das ruas”.
Encontro em Carlos Pessoa Rosa o valor absoluto e profundo que repousa na raiz da cultura e eleva meus dias. Ao me enredar em sua prosa e poesia, passo por mudanças na vida, em nuances, na direção sensorial e cativante que reflete o escritor: “dizer / que minha cabeça está vazia de ideias / é perceber / que esse vazio é uma baita negação de valor // dizer / que o poema poetiza o vazio / é concluir que o vazio existe e não existe / é um modo poético / de poetizar a não-presença”.

 
   
Comente o texto do autor. Para isso, faça seu login. Mais textos de TÂNIA DU BOIS:
100 ANOS?!?! Autor(a):
A arte da Escolha Autor(a):
A arte da SIMPLIFICAÇÃO e a beleza da SIMPLICIDADE Autor(a):
A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM Autor(a):
A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM Autor(a):
A BUSCA da BELEZA Autor(a):
A CARTA Autor(a):
A casa Autor(a):
A CIDADE Autor(a):
A COR do INVISÍVEL ( II ) Autor(a):
A COR do INVISÍVEL (I) Autor(a):
A IMAGINAÇÃO É SUFICIENTE PARA DESCREVER O MUNDO? Autor(a):
A INTENÇÃO E O FEITO Autor(a):
A LINGUAGEM da DIFERENÇA Autor(a):
A LINGUAGEM da DIFERENÇA Autor(a):
AFETIVIDADE e EFETIVIDADE: torna real a relação? Autor(a):
AGONIA Autor(a):
AMAR Autor(a):
AMORES versus HORAS Autor(a):
ARROGÂNCIA ou IGNORÂNCIA Autor(a):
ARTE: Discussão Literária Autor(a):
ARTE: VOCAÇÃO E PAIXÃO Autor(a):
AS APARÊNCIAS ENGANAM Autor(a):
AS MÃOS Autor(a):
ATRÁS DA NOITE Autor(a):
AUTÓGRAFOS Autor(a):
AVESSO A MÁS NOTÍCIAS Autor(a):
BANDIDA MALDADE Autor(a):
BOM COMPORTAMENTO Autor(a):
CARLOS PESSOA ROSA, em palavras Autor(a):
Banner aniversariantes

Aniversário Hoje

Aniversariante de Hoje GISELE NEGRO DE LIMA