TÂNIA DU BOIS

212 -
Total Visualizações: 4593
Texto mais lido:
A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM - Total: 237
Educares são nossos pontos, nossa pontuação! Educares: 183
10 Autores mais recentes...
IVONE DETTMANN GONCALVES
HERBERTEEN SANTOS
DALILA DO NASCIMENTO DOS SANTOS
CLEITON CARVALHO DE JESUS GONSALVES
LUIZA NASCIMENTO ABREU
MARCO PAULO VALERIANO DE BRITO
ALHOSAL
JUAN CARLOS
DARLAN BEZERRA PILAR
JOSÉ ROBERTO DA SILVA
10 Autores mais lidos...
613 SEDNAN MOURA
SEDNAN MOURA
Total: 2037402
285 ALEXANDRE BRUSSOLO
ALEXANDRE BRUSSOLO
Total: 289476
190 DIRCEU DETROZ
DIRCEU DETROZ
Total: 177808
272 PEDRO VONO
PEDRO VONO
Total: 115755
1121 THALYA SANTOS
THALYA SANTOS
Total: 104146
622 EVANDRO JORGE DO ESPIRITO SANTO
EVANDRO JORGE DO ESPIRITO SANTO
Total: 84438
657 ELIO MOREIRA
ELIO MOREIRA
Total: 53947
218 ZILDO GALLO
ZILDO GALLO
Total: 41777
189 LADISLAU FLORIANO
LADISLAU FLORIANO
Total: 37124
496 ALBERTO DOS ANJOS COSTA
ALBERTO DOS ANJOS COSTA
Total: 37075
Sala de Leitura
Busca Geral:
Nome/login (Autor)
Título
Texto TituloTexto



Total de visualização: 80
Textos & Poesias
Imprimir

Total Votos: 0
DICA: Utilize o botão COMPARTILHAR (do facebook em azul) ou o LINK CURTO que disponibilizamos logo abaixo desse botão para compartilhar seu TALENTO nas Redes Sociais, compartilhando com mais fãs e leitores de toda parte do Mundo Virtual. Esse recurso foi desenvolvido para ajudar na divulgação de seus textos. USE SEMPRE QUE DESEJAR!
  Anote esse link curto de seu texto e divulgue nas redes sociais.

AS APARÊNCIAS ENGANAM


*** Faça o seu Login e envie esse texto por email ***

“... Eu não sei o que dizer / Para quem ganhou beleza. / Mas pergunto: o que vais fazer / Se a idade te inundar a Alma de tristeza” (Getúlio Zauza)

Não se enganem com as aparências. Ela é uma das formas para executar ações como ferramenta e estratégia, para alçar maiores voos. Um mundo de fato igualitário é aquele onde paramos para pensar nos impasses: meias verdades ditas como fatos e preconceitos. Nas palavras de Helena Rotta de Camargo, “Os padrões de beleza, tão divergentes na cultura dos povos, comprovam a debilidade dos nossos conceitos e definições”.
Tão extensa quanto a vida, a beleza é marcada por profundos contrastes e comparações sobre a aparência pessoal. A beleza ou a feiura podem ser expressas em diversas tonalidades e, mesmo assim, é difícil agradar a todos os gostos. Gilberto Cunha, no ensaio O Preço da Opinião, escreve, “expor aquilo que pensa sobre determinado assunto, envolve, quase sempre, uma visão pessoal do mundo, conceitos, prévios, juízo de valor, princípios doutrinários e -... também um pouco de presunção...”
Dizer que este ou aquele é feio, é julgamento cruel, dramático e vazio; atitude inquieta e preconceituosa, porque as aparências enganam. Falta autocontrole que assegure os impiedosos palpites que fazem sobrar e ultrapassar a barreira do bom senso; como encontro em Carlos Trigueiro, no livro O Clube dos Feios e outras Histórias,” Não há discriminação mais vil do que a estética...”.
Aqui e ali vejo pessoas que consideram o “bonito” e criam formas de menosprezo ao “feio”; assim, expressam seus poderes sobre os outros expondo suas fragilidades, como o absurdo da notícia de que a Estátua de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha (RS), será trocada porque a população julgou a imagem “feia”. Será que julgar a aparência na imagem não seria nossa resistência? Será que as pessoas que atazanam com seus pré-julgamentos sobre as aparências estão apenas exorcizando suas desvalias?
O pior é que essas meias verdades sobre a aparência ditam diferenças estéticas e rotulam as pessoas no revelar a prepotência dos “ditadores da moda”, sem a correta perspectiva e, sobretudo, sem qualquer substrato que realce a verdadeira beleza. Carlos Higgie retrata no conto Cara a Cara, “...Não consegui aceitar aquele nariz feio, que eu imaginava perfeito... Dois espelhos estavam destruindo meus sonhos, minhas mais secretas ilusões...”
Nessa perspectiva indago, de que belezas estão falando? Da aparência da “bela” e a “fera”? Da beleza cultural ou social? Nilto Maciel demonstra, “... Turma maravilhosa, alegre, inteligente: Severiano... apesar de baixinho, moreno, narigudo, magrinho, exercia sobre nós grande influência...”.
As meias verdades inviabilizam, sem necessidade, os sonhos de muitos que são marcados pelo julgamento das diferenças na aparência estética. A alusão de conceitos como forma de procedimento é trama empregada para julgar a aparência do outro; e isso passa pelos valores e necessidade de cada um. Por sua vez, as variantes em função do conceito de beleza, são identificadas pelo olhar sábio da vida no desejo de definir os encantos e o projeto vivencial das pessoas. Segundo Billy Blanco, “Feiura não é nada // ...Tem fé em Deus que tua feiura não é nada, / Gente mais feia encontrou marido, / Enquanto a bonitona ficou encalhada! // ... Já vi gente mais feia que tu, / Ser elegante...”
O tempo traz o descompasso no traduzir o árduo mundo da beleza, que tem vento salgado e sopra sobre nós persistindo sem sentido ao conspirar contra a aparência, como demonstra Helena Rotta de Camargo, “Outrora, a beleza feminina não passava de um predicado, a que toda mulher aspirava. Hoje, transformou-se numa religião, obrigatória, quando não obsessiva”.
A vida mistura o pó do tempo e, muitas vezes, colho flores pelo caminho, quando ligo o sentimento à existência, como limite da vida, e encontro a beleza no olhar, nos gestos, nas palavras e no coração; assim, percebo e concebo, de forma simbólica, que as aparências enganam; que beleza “não bota mesa” e que “bonito é o que lhe parece”. Esse o desvelar o mistério, valorizar a mente antes do corpo.
Acredito que o sorriso sincero; o carinho e a tolerância em meio ao confronto são capazes de alterar, por completo, o conceito de beleza. Não existe perfeição no mundo, existe sim o sonho vinculado à realização e à felicidade. Só com a razão posso ver a beleza de cada um, como em Tunai e Sérgio Natureza, “As aparências enganam / Aos que odeiam e aos que amam / ... As labaredas e as brasas são / O alimento, o veneno ... / A recordação / Dos tempos idos de comunhão / Sonhos vividos de conviver...”

 
   
Comente o texto do autor. Para isso, faça seu login. Mais textos de TÂNIA DU BOIS:
A arte da Escolha Autor(a):
A arte da SIMPLIFICAÇÃO e a beleza da SIMPLICIDADE Autor(a):
A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM Autor(a):
A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM Autor(a):
A BUSCA da BELEZA Autor(a):
A CARTA Autor(a):
A casa Autor(a):
A COR do INVISÍVEL ( II ) Autor(a):
A COR do INVISÍVEL (I) Autor(a):
A IMAGINAÇÃO É SUFICIENTE PARA DESCREVER O MUNDO? Autor(a):
ARTE: Discussão Literária Autor(a):
ARTE: VOCAÇÃO E PAIXÃO Autor(a):
AS APARÊNCIAS ENGANAM Autor(a):
AS MÃOS Autor(a):
AUTÓGRAFOS Autor(a):
CASSINO DA MAROCA Autor(a):
CENA de RUA: livro de imagens Autor(a):
CONSTRANGER & ser CONSTRANGIDO Autor(a):
CONVERSANDO sobre SEXUALIDADE Autor(a):
COR no ESCURO Autor(a):
DIAS PERDIDOS Autor(a):
DOR Autor(a):
Elogiar Autor(a):
EM PASSOS PESSOAIS Autor(a):
ESTANTE Autor(a):
EXÍLIO Autor(a):
Há tempo para a literatura? Autor(a):
HARMONIZAR O VIVER Autor(a):
HOJE Autor(a):
INTERPRETAÇÕES Autor(a):


Banner aniversariantes

Aniversário Hoje

Aniversariante de Hoje RUI WERNECK DE CAPISTRANO