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O IDIOTA


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O sujeito era um daqueles arrogantes, donos da razão.
Não era chegado ao trabalho, mas sabia explorar a ingenuidade dos seus funcionários.
Mantia o controle do seu negócio através de ameças e intimidações.
Contratava-os, quando jovens, dentre os mais necessitados, e criava a ilusão de que não seriam capazes de trabalhar para mais ninguém, a não ser para ele.
O ambiente de trabalho era péssimo.
O vagabundo aparecia apenas para retirar dinheiro do caixa, dormir ou destratar seus empregados.
Palavras como incompetente, ignorante, burro, fora casuais palavrões, eram rotina.
O tempo passou, o sujeito ganhou dinheiro, mas também perdeu.
Num piscar de olhos, deixou de ser o grande patrão, o empresário de sucesso, transformando-se num pária. Entretanto, não perdeu a pose, mesmo devendo para Deus e pro Diabo.
Manteve a política das agressões, mesmo sendo abandonado por quase todos aqueles que trabalharam para ele no passado.
Era triste de se ver:
Mentia para mais, quando falava das suas conquistas passadas e mentia para menos, quando falava das suas dívidas presentes.
Agia como o macho alfa da porta da rua para dentro e engolia desaforos dos seus credores da porta da rua para fora.
Considerava-se esperto, inteligente e culto, embora soltasse absurdos ininteligíveis cada vez que abria a boca.
Devia mais do que tinha e sabia disso.
Contara com a sorte até àquele momento, mas o jogo havia virado.
A cada agressão proferida, ouvia de volta a devida réplica.
A cada mentira contada, era questionado sobre a veracidade.
A cada colocação cultural inconsistente, ouvia risos de desprezo.
E, ainda assim, considerava-se especial.
Era, sobretudo, um porco, quanto aos hábitos de higiene.
Tratava a empresa como a privada da sua casa.
Sujava o que estava limpo e jogava lixos pelos cantos, enquanto gabava-se do grande homem que era e de como era bom e paciente para com os seus incompetentes funcionários.
Estava na merda e sozinho, mas fingia não se importar.
Perdera tudo, mas agia como um magnata.
Era, essencialmente, um imbecil.
E morreu só, no escritório do seu estabelecimento, utilizado como dormitório ou sala de torturas psicológicas, principalmente assédios sexuais.
Infartou, como resultado de uma overdose de estimulantes sexuais, dos quais fazia uso contínuo, para dizer-se bom de cama.
Foi encontrado dias depois de falecer.
Ninguém notara qualquer diferença, nem mesmo no cheiro podre exalado pelo cadáver, já que podre também era o odor do local.
A empresa fechou, os funcionários seguiram com suas vidas e dele ficou só a lembrança:
_ Ah sim! Aquele idiota...

 
   
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