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Ode ao Soldado Vicente


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A bombas caiam feito pesadas folhas outonais. Desregradas, eram despejadas por aviões invisíveis aos olhos dos que estavam no cerne do combate.
O pesado bombardeio, impiedoso, marca o princípio do fim dessa insana guerra. Já estava no atempo de estancada essa matança desnecessária, mas os que estão em campo, lutando, não decidem: isso fica a cargo dos que se protegem em quarteis e casamatas.
Carece de rendição. Não mais se tem soldados e armas para sustentar esse desatino por mais tempo. A renitência dessa guerra é incompreensível; a resistência é pífia; as bombas não param de cair; as explosões abafam os gritos e os gritos são de dor, desespero, lamuria...
Vicente, soldado de linha de frente refugia-se em escombros. O que foi uma escola é prédio arruinado. O dedo indicador, do gatilho, está esfolado pelos tantos tiros que deu e pela força que imprimia ao disparar: a nervosia o faz deixa consternado, que se soma não dormir e o deixa mais e mais conturbado.
Busca refúgio e o refúgio é de pouco protegimento – acomoda-se para breve repouso: curto, muito curto, vez que o bombardeio não dá trégua – melhor buscar ponto mais protegidos, pois soldados inimigos vagueiam buscando vítimas.
O susto com uma explosão, o faz levantar-se, de maneira brusca e rápida e ao se levantar tem surpresa indigesta: à sua frente soldados da tropa inimiga está circundando seu parco refúgio.
Não há tempo de retroceder, não há tempo de desviar-se, não há tempo de tornar-se invisível..., estanca!
No peito, dor lancinante e breve!, tão breve que não há tempo de senti-la por inteiro.
A sua frente se abre uma porta de luz, brilhosa tal qual o sol, mas sem calor igual.
A fluidez da luz o envolve e uma frialdade o invade por inteiro.
Atravessa o pórtico em cambalear de leve flutuância, com irreflexão suave tal qual pluma, e mal sente o fechar do átrio de luz às suas costas!
O combate fica por trás da porta que se fecha. O aliviado o entorpece de paz e o protege de afliges e dores.
A guerra findou-se para o soldado Vicente!
Envolto em fulgor, embriaga-se com a luminescência e se faz luz, tanto quanto. Soma-se à brilhosidade que o entorna e o acolhe.

 
   
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