SÃO ÁGUAS
Rio, 20/10/2007.
São águas pasmas e quietas,
Como um espelho fundido,
Onde o sol se mira iludido.
É fogo ardente em águas secretas.
E o mar lança sorriso de escuma,
As ondas rolam na areia e desmaiam
Confessam amor em poemas que ensaiam
E recitam suaves palavras, uma a uma.
Agora são águas agitadas e enfurecidas
Que no paredão batem e arrebentam
Querem despertar as pedras adormecidas.
Agora elas se elevam em vertiginosa altura
Grandes vagas que se deitam e levantam,
São águas tão medonhas e cheias de doçura.
SEDNAN MOURA